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Cinema Brasileiro em Foco: Carlos Reichenbach

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Coordenação: Breno Rodrigues 
19 a 22/3 – terça a sexta feira – 19h 
Indicação: 16 anos 
50 lugares por exibição 
“Cinema Brasileiro em foco: Carlos Reichenbach” fará uma viagem pela produção cinematográfica do consagrado diretor paulista, destacando quatro produções importantes de sua extensa filmografia. 

 Breno Rodrigues é graduado em Letras e mestre em Estudos Literários pela Unesp de Araraquara; foi curador júnior do Festival do Minuto (2010), desenvolve projetos na área de literatura e cinema e escreve para blogs e jornais, além de ministrar aulas e organizar mostras e ciclos de cinema. 

Local: Oficina Cultura Lélia Abramo
 Endereço: Rua Andrelino Alves Pinto, 170 - Jardim Floridiana- Araraquara/SP CEP: 14810-197 Telefone: (16) 3324-3946 / 3324-8783 | leliaabramo@oficinasculturais.org.br

Mostra "O Cinema dos Prazeres Proibidos"

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12 a 15/3 – segunda a quinta-feira – 19h às 22h.
Indicação: 16 anos. 100 lugares por dia. Local: Anfiteatro A da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp: Rodovia Araraquara-Jaú, Km 1.
Mediação e curadoria de Breno Rodrigues

Na década de 70 e no início dos anos 80, o cinema brasileiro reencontrou o grande público por meio dos filmes populares realizados no Rio e na Boca do Lixo paulistana, produções que ficaram conhecidas genericamente como “pornochanchadas”, embora não fossem exatamente pornográficas e nem se limitassem a comédias (chanchadas), incluindo também outros gêneros, como drama, suspense, policial e terror. “O Cinema dos Prazeres Proibidos” abre com um encontro com dois nomes importantes desse período, a atriz Zilda Mayo e o diretor Claudio Cunha, e prossegue com um miniciclo com obras representativas dessa vertente do nosso cinema,
Apoio: Unesp – Faculdade de Ciências e Letras – Campus de Araraquara.

Bate-Papo com Zilda Mayo e Claudio Cunha
12/3 – segunda-feira – 19h.

Zilda Mayo iniciou sua carreira artística na década de 70 em comerciais e programas de televisão antes de ir para o cinema. Seu primeiro filme foi “Ninguém Segura Essas Mulheres” (1976), dividido em quatro episódios, quando foi dirigida por José Miziara. Trabalhou com cineastas consagrados, como Jean Garrett, Ody Fraga, John Doo e Carlos Reichenbach. Com este último fez “A Ilha dos Prazeres Proibidos” e o episódio “Rainha do Fliperama” do filme “As Safadas”. Desde então Zilda atua no teatro: seu espetáculo atualmente em cartaz é “Zilda Mayo em Stand-up”.

Claudio Cunha estreou no cinema como ator no filme "As Mulheres Amam por Conveniência", de Roberto Mauro, e produziu "O Poderoso Machão" (1970), com roteiro escrito em parceria com o novelista Silvio de Abreu e direção de Roberto Mauro. Sua estreia na direção foi com o filme "O Clube das Infiéis" (1972), roteirizado por Marcos Rey. Convidado pelo autor Benedito Ruy Barbosa, dirigiu "O Dia em que o Santo Pecou" (1973); entre outros sucessos, seu "Snuff, Vítimas do Prazer” (1974) atingiu a marca de 4 milhões de espectadores.

Ciclo de Filmes Curadoria: Breno Rodrigues. 13 a 15/3 – terça a quinta-feira – 19h.
Anfiteatro A
Programação:

Dia 13: “O Rei da Boca” (Clery Cunha, 1982, 120’).

Dia 14: “O Gosto do Pecado” (Claudio Cunha, 1980, 102’).

Dia 15: “O Caso Cláudia” (Miguel Borges, 1979, 115’).

Link do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/241061485985026/

1ª Mostra Audiovisual do Campus

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1ª Mostra Audiovisual do Campus

Os membros do projeto de extensão Cine Campus convidam todos os alunos, professores e funcionários da UNESP- FCLAR a participarem da 1a Mostra Audiovisual do Campus.

O período de inscrição será de 27/09/2010 a 01/11/2010.

Dúvidas, cine_campusar@yahoo.com.br

Para participar, é preciso entregar a ficha de inscrição preenchida e o filme/ média/curta ou minuto (gravado em DVD ou CD) para exibição.


1 - Inscrições:

1.1 – A Primeira Mostra Audiovisual tem como objetivo divulgar a produção audiovisual de indivíduos que estejam ligados a UNESP – FCLAr. Sendo assim, a seleção será feita com o único critério de que funcionários, alunos e professores tenham exercido qualquer tipo de função dentro de uma produção audiovisual.

1.2 A Mostra não é um concurso, portanto, toda produção enviada será exibida (desde que esteja de acordo com o item 1.1), já que o intuito da Mostra é a divulgação dos trabalhos da comunidade da FCLAr.

1.3 - Será aceita apenas uma produção audiovisual por inscrição.

1.4 – A ficha de inscrição está disponível no site: www.cinecampusararaquara.blogspot.com .

1.5 - As inscrições serão efetuadas pessoalmente e será necessário levar o DVD (ou CD) com sua produção para o Cine Campus toda terça-feira e quinta-feira (de acordo com o período de inscrição) no Anf. B das 16h00 às 18h30.

1.6 - O vídeo deve ser gravado em CD ou DVD, no formato avi, que deverá ser entregue juntamente com a ficha de inscrição devidamente preenchida.

2 – Exibição:


2.1 - A exibição será feita a partir das 14h00, no Anfiteatro B, nos dias 16 e 18 de novembro de 2010.

2.2 - Posteriormente os vídeos serão compilados, gravados em DVD e entregues à biblioteca para a posteridade. Para isso o participante, que estiver de acordo, deve preencher o termo de direitos autorais.

Para maiores informações acesse o Blog do Projeto: www.cinecampusararaquara.blogspot.com

Atenciosamente,
CINE CAMPUS

A ficha de inscrição deve ser copiada e colada no word, preenchida, impressa e entregue conforme mencionado acima:
1ª Mostra Audiovisual do Campus
Ficha de Inscrição

Nome completo:_________________________________________________
Idade:______________
Sexo: Feminino ( ) Masculino ( )
Função exercida na obra audiovisual: ________________________________
Produção audiovisual:____________________________________________
Longa ( ) Média ( ) Curta ( ) Minuto ( )
Tempo de duração: ______________________________________________
Título da produção:______________________________________________
Ficha técnica com sinopse:_______________________________________

É aluno da FCL? Se sim, qual curso? ________________________________
É funcionário da FCL? Se sim, o que faz?____________________________
É professor da FCL? Se sim, qual área? Qual Departamento?_____________
E-mail para contato:_____________________________________________


TERMO DE AUTORIZAÇÃO

Pelo presente instrumento, ______________________________________________, abaixo firmado e identificado, autoriza, graciosamente, o CINE CAMPUS, projeto de extensão sem fins lucrativos da Unesp de Araraquara, a realizar réplica, exibição e divulgação da produção audiovisual ___________________________ a ser veiculada, sem objetivo comercial, na 1ª Mostra Audiovisual do Campus e, posteriormente, em compilação das exibições, destinada ao arquivo da Biblioteca da FCLAr. Esta autorização inclui portanto a exibição e documentação do evento, conforme expresso na Lei 9.610/98 (Lei de Direitos Autorais).

Araraquara, _____ de ________________ 2010.

Assinatura:________________________________________


Nome: ____________________________________________
End.: _____________________________________________
CPF: _____________________________________________


Cine Campus: Semana de Ciências Humanas - Mostra de Cinema Brasileiro

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Semana de Ciências Humanas
Tema: América Latina

Gostaríamos de convidar todos os estudantes da FCL para participar da Semana de Ciências Humanas, promovida pelos Centros Acadêmicos da Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara. A Semana tem por objetivo unir as áreas do conhecimento de nosso campus, a fim de promover uma integração interdisciplinar que permita a abordagem de temas em diferentes perspectivas.

Contamos com a participação de todos.
CACEF, CACEL, CAMT, CAFF e CAAP.
Mini-cursos: (dos dias 25/05 a 27/05 das 9h – 12h). (com coffee break).

Economia do Meio Ambiente: Uma abordagem Latino-americana. - Local: Sala 25
Profª. Drª. Luciana Togeiro de Almeida

Leitura de textos de mídia: Contribuições da análise do discurso para uma reflexão sobre a América Latina.
- Local: Sala 35
Profª. Drª. Maria Célia Mendonça e Profª. Drª. Renata Marchezan

Ruralidade na América Latina contemporânea. - Local: Sala 36
Profª. Drª. Renata Medeiros Paoliello
Arte-Pedagogia e a cultura Latino-americana. - Local: Sala 37
Profª. Euzania Andrade

Tópicos em contabilidade e a América Latina. - Local: Sala 38
Prof. Dr. Álvaro Martim Guedes

Palestras: (das 19h – 23h) (palestra de sexta – 28/05 das 14h:30 – 17h:30). (com coffee break).
Segunda- 24/05 - Prof. Dr. Enrique Amayo Zevallos (FCLar) e Profª. Drª. Sílvia de Carvalho.

Mesa: “Políticas econômicas: o caso amazônico; e a importância das sociedades indígenas amazônicas para o futuro da humanidade”. - Local: Anf.A

Terça- 25/05 - Profª. Drª. Cristina Martins Fargetti (FCLar) e Prof. Dr. Paulo José Brando Santilli (FCLar).
Mesa: “As culturas, as línguas e os direitos territoriais indígenas na América Latina”. - Local: Anf.A
Quinta- 27/05 - Prof. Dr. Angel Humberto C. Mori (IEL-Unicamp) e Profª. Drª. Roseana Costa Leite (FCLar).

Mesa: “Povos ameríndios e as políticas lingüísticas; e as políticas pedagógicas latino-americanas”.

- Local: Anf. A

Sexta- 28/05 - Prof. Dr. Marcio Bobik Braga (FEA-RP) e Prof. Dr. Newton Duarte (FCLar).

Mesa: “Pensamentos econômicos e pedagógicos na América Latina”. - Local: Anf. A

Atividades Culturais:

14h - 17h Cine Campus – Amostra de Cinema Brasileiro

Terça - 25/05 – Exibição do filme “A Marvada Carne” seguido de discussão com a Profª. Drª. Sylvia Telarolli. - Local: Anf. A

Quarta - 26/05 – Exibição do filme “Orfeu Negro” seguido de discussão com a Profª. Drª. Edvanda Bonavina da Rosa. - Local: Anf. B

Quinta - 27/05 – Exibição do filme “Cronicamente inviável” seguido de discussão com a Profª. Drª. Fabiane Renata Borsato. - Local: Anf. A

17h - 18h.
Quarta - 26/05 – Apresentação da peça “Maria de Deus”. Grupo Urucum de Teatro Experimental (45min.). - Local: Gramado ao lado da Cantina

19h - 21h.
Quarta - 26/05 – Exibição do documentário “Queimada” seguida de atividade com a Profª. Drª. Silvia B. Adoue.- Local: Anf.B.
· As inscrições para o evento e os mini-cursos são gratuitas e devem ser feitas nos C.A’s até segunda-feira dia 24/05/10, ou através do e-mail: semanach@gmail.com (Nome, Curso, R.A. e Mini-

Ano da França no Brasil: Semana do Cinema Francês

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Atividades no Campus
Filmes do curso: "50 Anos da Nouvelle Vague Francesa"
30/03/2009: 1° Filme: Os IncompreendidosFicha Técnica
Título Original: Les Quatre Cents Coups
Direção: François Truffaut
Roteiro: François Truffaut e Marcel Moussy
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 99 minutos
Ano de Lançamento (EUA/França): 1959
Distribuição: Cocinor
Fotografia: Henri Decaë
Direção de Arte: Bernard Evein
Edição: Marie-Josèphe Yoyotte

Antoine Doinel (Jean-Pierre Léaud) é o filho negligenciado de Gilberte Doinel (Claire Maurier), que parece ter tempo para tudo menos o bem-estar da criança. Julien Doinel (Albert Rémy) não é o pai biológico, mas cria o menino como se fosse seu filho. Gilberte está tendo um caso e não se surpreende quando, por acaso, Julien fica sabendo que Antoine não está indo à aula, pois ela sabia que na hora do colégio o filho a tinha visto com seu amante. A situação se agrava quando Antoine, para justificar sua ausência no colégio, "mata" a mãe. Quando seus pais aparecem na escola, a verdade é descoberta e Julien o esbofeteia na frente de seus colegas. Após isto ele foge de casa e arruma um lugar para dormir. Paralelamente seus pais culpam um ao outro pelo comportamento dele, após lerem a carta na qual ele se despede. No outro dia Antoine vai à escola normalmente. Lá sua mãe o encontra e se mostra preocupada por ele ter passado a noite em uma gráfica. Ela alegremente o aceita de volta, mas os problemas não acabam. Antoine se desentende com um professor, que o acusa de plagiar Balzac. Como ele odeia a escola, sai de casa de novo e para viver é obrigado a fazer pequenos roubos.

31/03/2009: 2° Filme: Acossado
Ficha Técnica
Título Original: À Bout de Souffle
Direção: Jean-Luc Godard
Roteiro: Jean-Luc Godard e François Truffaut
Gênero: Policial
Tempo de Duração: 86 minutos
Ano de Lançamento (França): 1960
Distribuição: Impéria
Fotografia: Raoul Coutard
Direção de Arte: Claude Chabrol
Edição: Cécile Decugis e Lila Herman

Após roubar um carro em Marselha, Michel Poiccard (Jean-Paul Belmondo) ruma para Paris. No caminho mata um policial, que tentou prendê-lo por excesso de velocidade, e em Paris persuade a relutante Patricia Franchisi (Jean Seberg), uma estudante americana com quem se envolveu, para escondê-lo até receber o dinheiro que lhe devem. Michel promete a Patricia que irão juntos para a Itália, no entanto o crime de Michel está nos jornais e agora não há opção. Ele fica escondido no apartamento de Patricia, onde conversam, namoram, ele fala sobre a morte e ela diz que quer ficar grávida dele. Ele perde a consciência da situação na qual se encontra e anda pela cidade cometendo pequenos delitos, mas quando é visto por um informante começa o final da sua trágica perseguição.

01/04/2009: 3° Filme: Hiroshima, Mon Amour
Ficha Técnica
Título Original: Hiroshima, Mon Amour
Direção: Alain Resnais
Roteiro: Marguerite Duras
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 86 minutos
Ano de Lançamento (França / Japão): 1959

Hiroshima, 1959. Uma atriz francesa casada (Emmanuelle Riva) veio de Paris para trabalhar num filme sobre a paz. Ela tem um affair com um arquiteto japonês (Eiji Okada) também casado, cuja esposa está viajando. Nos dois dias que passam juntos várias lembranças vêem à tona enquanto esperam, de forma aflita, a hora da partida dela. Ela conta que foi "tosquiada", pois se apaixonou por um alemão (Bernard Fresson) quando tinha apenas 18 anos e morava em Nevers, sendo libertada no dia em que seu amor foi morto, já no final da 2ª Guerra Mundial. Por ter amado um inimigo ela foi aprisionada por sua família numa fria e escura adega e agora, 14 anos depois, novamente sente o gosto de viver um amor quase impossível. Foi pioneiro no uso de cortes para mostrar cenas em flashback, mesclando com cenas da atualidade.

02/04/2009: 4° Filme: O Signo do LeãoFicha Técnica
Título Original: Le Signe du Lion
Direção: Eric Rohmer
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 103 minutos
Ano de Lançamento (França): 1959

Pierre Wesselrin (Jess Hahn) é um músico parisiense que recebe um telegrama informando que sua tia rica faleceu. Como ela apenas tinha dois parentes vivos, Pirre deduz que herdará sua fortuna. Com isso decide realizar uma grande festa para comemorar, convidando todos os seus amigos. Entretanto no dia seguinte ele descobre que fora deserdado pela tia, com a fortuna ficando inteiramente para seu primo, que considera um idiota.

03/04/2009: 5° Filme: Os BichosFicha Técnica
Título Original: Les Biches
Direção: Claude Chabrol
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 103 minutos
Ano de Lançamento (França): 1968

Frédérique (Stéphane Audran) é uma rica e bela mulher, que acolhe em sua casa uma artista de rua chamada Why. Numa viagem a Saint Tropez, ambas se apaixonam por Paul Thomas (Jean-Louis Trintignant).

Mostra Proibida 2! Filmes Censurados na Ditadura Militar

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A “MOSTRA PROÍBIDA 2!: FILMES CENSURADOS NA DITADURA MILITAR” exibirá quatro filmes, um de cada ano, de 1967 a 1970 com o intuito de ressaltar como os mesmos se contextualizam historicamente no período da Ditadura Militar e a relação deles com o órgão de censura do regime militar, principalmente após o AI5 (Ato Institucional Nº 5). Além das exibições, o evento terá início com um debate temático, com o curador Breno Rodrigues*, para contextualizar a Mostra, os filmes e o contexto histórico (político e econômico) do Brasil nos anos de 68 e 69 do século passado. A mostra é promovida pela Oficina Cultural Regional “Lélia Abramo” e ocorrerá dos dias 15 a 18 de dezembro, na Casa da Cultura de Araraquara das 15h00 as 18h00 e é gratuita.

Os quatro filmes da mostra inserem-se dentro da estética cinematográfica do “Cinema Novo”, alguns mais, outros menos. O primeiro filme será “Terra em Transe” de Glauber Rocha filmado em 1967. O segundo será “O Bandido da Luz Vermelha” de Rogério Sganzerla filmado em 1968. O terceiro será “Macaunaíma” de Joaquin Pedro Andrade filmado em 1969 e, por último, o quarto será “Como era gostoso o meu Francês” de Nelson pereira dos Santos rodado em 1970.

A mostra busca exibir alguns filmes que foram censurados nos anos de 67 a 70. Ela almejará fazer um resgate dos quarenta anos do AI5, ressaltando o impacto imediato do Ato para com o cinema Brasileiro. Além de tentar ressaltar a influência nefasta do Regime Militar sobre o cinema brasileiro que vinha no seu auge com o “Cinema Novo”, ao longo da década de 60 do século passado. O público poderá ter um contato com produção cinematográfica brasileira no período mais conturbado de sua história. Além das exibições, o evento terá início com um debate temático, com o curador, para contextualizar a Mostra, os filmes e o contexto histórico (político e econômico) do Brasil nos anos de 68 e 69 do século passado.

O Ato Institucional Nº 5, ou simplesmente AI5, que entrou em vigor em 13 de dezembro de 1968, era o mais abrangente e autoritário de todos os outros atos institucionais. O ato instituiu uma censura nas artes, e principalmente no cinema, mais ferrenha, cerceando a liberdade de expressão e criação artística dos cineastas. Para demonstrar como funcionava o órgão de censura e a sua política para com o cinema serão expostos cópias de arquivos, como protocolos, relatórios, etc. retirados do sitio Memória Cine Br http://www.memoriacinebr.com.br, na qual o público poderá ver o parecer dos censores sobre os filmes.

Local: Casa da Cultura de Araraquara, Rua São Bento, 909, Centro
Data: de 15 a18 de Dezembro de 2008
Horário: 15h00

Inscrições Gratuitas no dia do evento

Contatos: breno9d@yahoo.com.br, Oficina Cultural: 3324-3946

Realização: Oficina Cultural Regional “Lélia Abramo”
Apoio: PET-Letras;
UNESP Araraquara;
Secretária de Cultura do Município de Araraquara;
Travessa Literária www.travessaliteraria.blogspot.com

* Breno Rodrigues é graduando em Letras e bolsista do PET-Letras na UNESP de Araraquara, é diretor e escreve sobre cinema e literatura no blog Travessa Literária.


Cronograma

15/12/2008 TERRA EM TRANSE
Título Original: Terra em Transe
Direção: Glauber Rocha
Roteiro: Glauber Rocha
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 115 minutos
Ano de Lançamento (Brasil): 1967
Estúdio:
Distribuição: Difilm
Produção: Zelito Viana
Música: Sérgio Ricardo
Fotografia: Dib Lufti
Direção de Arte: Paulo Gil Soares
Figurino: Paulo Gil Soares e Clóvis Bornay
Edição: Eduardo Escorel

O senador Porfírio Diaz (Paulo Autran) detesta seu povo e pretende tornar-se imperador de Eldorado, um país localizado na América do Sul. Porém existem diversos homens que querem este poder, que resolvem enfrentá-lo.Em abril de 1967 o filme foi proibido em todo território nacional, por ser considerado subversivo e irreverente com a Igreja. Depois foi liberado, com a condição de que se desse um nome ao padre interpetrado por Jofre Soares.

16/12/2008 O Bandido da Luz Vermelha

Título Original: O Bandido da Luz Vermelha
Direção: Rogério Sganzerla
Roteiro: Rogério Sganzerla
Gênero: Policial
Duração: 92 min.
Lançamento (Brasil): 1968
Distribuição: Urânio Filmes e Riofilmes
Produção: Urânio Filmes
Música: Rogério Sganzerla
Fotografia: Peter Overbeck
Desenho de Produção: Andréa Tonaci
Montagem: Sílvio Renoldi

Um assaltante misterioso usa técnicas extravagantes para roubar casas luxuosas de São Paulo. Apelidado pela imprensa de "O Bandido da Luz Vermelha", traz sempre uma lanterna vermelha e conversa longamente com suas vítimas. Debochado e cínico, este filme se transformou num dos marcos do cinema marginal.

17/12/2008 Macunaíma
Título Original: Macunaíma
Direção: Joaquim Pedro de Andrade
Roteiro: Joaquim Pedro de Andrade, baseado no livro homônimo de Mario de Andrade
Gênero: Coomédia
Duração: 108 min.
Lançamento (Brasil): 1969
Distribuição: Emabrafilmes

Macunaíma é um herói preguiçoso, safado e sem nenhum caráter. Ele nasceu na selva e de negro (Grande Otelo) virou branco (Paulo José). Depois de adulto, deixa o sertão em companhia dos irmãos. Macunaíma vive várias aventuras na cidade, conhecendo e amando guerrilheiras e prostitutas, enfrentando vilões milionários, policiais, personagens de todos os tipos. Depois dessa longa e tumultuada aventura urbana, ele volta à selva. Um compêndio de mitos, lendas e da alma do brasileiro, a partir do clássico romance de Mário de Andrade.

18/12/2008 Como era gostoso o meu Francês
Título Original: Como Era Gostoso O Meu Francês
Direção: Nélson Pereira dos Santos
Roteiro: Nelson Pereira dos Santos
Gênero: Aventura
Duração: 83 min.
Lançamento (Brasil): 1970
Distribuição: Condor Filmes e Riofilme
Direção: Nélson Pereira dos Santos
Roteiro: Nelson Pereira dos Santos
Produção: Nelson Pereira dos Santos, Luiz Carlos Barreto e Condor Filmes
Música: Zé Rodrix e Guilherme Magalhães Vaz
Fotografia: Dib Luft
Desenho de Produção: Régis Monteiro
Direção de Arte:
Figurino: Mara Chaves
Edição: Carlos Alberto Camuyrano
Pesquisa Etnográfica: Luis Carlos Ripper
Diálogos em tupi: Humberto Mauro

No Brasil de 1594, um aventureiro francês prisioneiro dos Tupinambás escapa da morte graças aos seus conhecimentos de artilharia. Segundo a cultura Tupinambás, é preciso devorar o inimigo para adquirir todos os seus poderes, no caso saber utilizar a pólvora e os canhões. Enquanto aguarda ser executado, o francês aprende os hábitos dos Tupinambás e se une a uma índia e através dela toma conhecimento de um tesouro enterrado e decide fugir. A índia se recusa a segui-lo e após a batalha com a tribo inimiga, o chefe Cunhambebe marca a data da execução: o ritual antropofágico será parte das comemorações pela vitória.

mr. doc. Mostra Regional de Documentários

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Programação da Mostra no Campus

Horários
Segunda-Feira:3/11
Terça-feira: 4/11
Quarta-feira: 5/11
Quinta-feira: 6/11


Tarde
Sala 208
Exibição Debate com o PET- Ciências Sociais: Bad copy, good copy: Andreas Johnsen, Ralf Christensen e Henrik Moltke, 59 min. 16h00
Tenda Doc
Muito Além do Cidadão Kane: Simon Hartog, 90 min. 14h00
SALA 212
Curso:
Dziga Vertov e a Câmera Olho, por Breno Rodrigues. 16h00
Sala 207
Apresentação e debate com os participantes da Oficina de Vídeo – Documentário da UNESP.
16h00
Sala 212
Curso:
Dziga Vertov e a Câmera Olho, por Breno Rodrigues
16h00


Noite
Tenda
A Quarta Guerra Mundial: Jacqueline Soohen e Richard Rowley, 78 min.
20h00
Doc no Gramado.
Nós que aqui estamos, por vós esperamos: MarceloMasagão,73 Min.
20h00
Sala 90
Exibição Debate com o PET- Ciências Sociais: “Supérfluo, de Eric Gandini, 50 min
19h30
Tenda Doc
Tiros em Columbine, Michael Moore, 120 min.
20h00


Horários
Segunda-Feira: 10/11
Terça-feira: 11/11
Quarta-feira: 12/11
Quinta-feira: 13/11
Sexta-feira: 14/11
13:00
Tenda Doc
Sociedade Motorizada
Dir: Vários
40 min.

Tenda Doc
Sonho Real: Uma história de luta por moradia. Dir: Vários
50 min.

Tenda Doc
Homo Sapiens 1900 – dir: Peter Cohen, 88 min.
17h30


noite
Palestra
Recursos Digitais na Pós-Produção de Documentários Institucionais e TV Digital. Renato Terezan
Anf. B.
19h00

Tenda Doc
Ônibus174
Padilha
133 min.
17h30

Tenda Doc
A Tornallom
Dir: Videohackers
48 min.
17h30



Sobre os filmes:

Bad copy, good copy: Andreas Johnsen, Ralf Christensen e Henrik Moltke, 59 min.

O documentário de Andreas Johnsen, Ralf Christensen e Henrik Moltke é o mais consistente sobre direitos autorais e cultura livre feito até hoje. Com entrevistas que vão desde o DJ Girl Talk, até o produtor nigeriano Charles Igwe e passando pelo presidente da International Federation of the Phonografic Industry, John Kennedy, os diretores conseguiram captar a tensão existente no debate atual entre detentores de conteúdo da indústria tradicional e artistas da nova indústria. O nome "good copy, bad copy" não poderia ser melhor para ilustrar este contraponto alertando sobre o papel que o direito autoral pode desempenhar tanto para aprisionar estas novas formas de expressão cultural, quanto para libertar a cultura permitindo uma revolução criativa mais profunda.

Entrevistados:
Jane Peterer - Bridgeport Music
Danger Mouse - Produtor
Dan Glickman - Presidente da MPAA
Anakata - The Pirate Bay
Rick Falkvinge - The Pirate Party (Partido Pirata)
Lawrence Lessig - Creative Commons
Ronaldo Lemos - Professor de Direito FGV Brazil
Charles Igwe - Produtor cinematográfico - Lagos Nigeria
Dj Dinho - Aparelharem Tupinambá - Belém Do Pará


A Quarta Guerra Mundial: Jacqueline Soohen e Richard Rowley, 78 min.

Na «4a Guerra Mundial» falam homens e mulheres que se negam a submeter-se ao terror. Falam os que não permitem que exércitos, o medo ou o desespero ocupem os eus sonhos de um mundo justo e sem opressão. É um filme que descreve os movimentos sociais contra o neoliberalismo em várias partes do mundo com imagens carregadas de inspiração e palavras cheias de poesia. Mostra-nos um sistema que necessita sempre mais violência e uma chamada «guerra contra o terrorismo» para manter a sua ordem e governabilidade.


Muito Além do Cidadão Kane: Simon Hartog, 90 min.

Documentário de Simon Hartog foi produzido em 1993 pelo Channel 4 e que acabou sendo vetado no Brasil, O documentário discute o poder da Rede Globo. Resumo: era o ano de 1965, durante a ditadura militar. Foi firmado um acordo ilegal mas muito vantajoso com o grupo Time-Life que representou a encarnação do desejo militar de integração nacional. O misterioso e oportuno incêndio nos estúdios da TV Paulista da Globo, cujo seguro foi fundamental para a expansão da rede de TV. O cancelamento da concessão da TV Excelsior em 1970, única empresa de TV a se opôr ao golpe militar e principal concorrente da Globo. Já na década de 90, o surgimento do escândalo NEC/Brasil. A cobertura tendenciosa da TV Globo sobre o movimento das Diretas-Já. O auxílio dado à tentativa de fraude nas eleições cariocas de 1982 para impedir a vitória de Leonel Brizola e a edição tendenciosa do debate Collor/Lula em 1989.


Nós que aqui estamos, por vós esperamos: Marcelo Masagão, 73 MIN.

Memória do século XX, a partir de recortes biográficos reais e ficcionais de pequenos e grandes personagens. O filme pretende discutir a banalização da morte e por correspondência direta, da vida.

Título Original: Nós Que Aqui Estamos por Vós Esperamos
Gênero: Documentário
Duração: 73 min.
Lançamento (Brasil): 1999
Distribuição: Riofilme
Direção: Marcelo Masagão
Roteiro: Marcelo Masagão
Produção: Marcelo Masagão
Música: Wim Mertens
Edição: Marcelo Masagão
Efeitos sonoros: André Abujanra
Consultores de História: José Eduardo Valadares e Nicolau Sevcenko


Supérfluo, de Eric Gandini, 50 min.

Documentário fenomenal destrinchando a indústria de consumo e o "capetalismo" devorador. Vemos depoimentos de John Zerzan (leia uma entrevista dele, dada ao Centro de Mídia Independente AQUI), um feroz crítico do capitalismo e da sociedade vigente, que viveu durante anos com o dinheiro de venda de esperma e sangue. Passeamos pela indústria do supérfluo, como a fábrica de bonecas de silicone, para homens tarados. O tom do filme é ácido, criticando (com bons argumentos) todos os envolvidos com a destruição do meio-ambiente, massa trabalhadora e as riquezas do mundo, sem nenhum dó nem piedade. Ao final pousa na ilha de Fidel, e quando você acha que se colocará o socialismo como alternativa para as mazelas do planeta...as críticas continuam.


Tiros em Columbine, Michael Moore, 120 min.

Documentário que investiga a fascinação dos americanos pelas armas de fogo. Michael Moore, diretor e narrador do filme, questiona a origem dessa cultura bélica e busca respostas visitando pequenas cidades dos Estados Unidos, onde a maior parte dos moradores guarda uma arma em casa. Entre essas cidades está Littleton, no Colorado, onde fica o colégio Columbine. Lá os adolescentes Dylan Klebold e Eric Harris pegaram as armas dos pais e mataram 14 estudantes e um professor no refeitório. Michael Moore também faz uma visita ao ator Charlton Heston, presidente da Associação Americana do Rifle.

Ficha Técnica
Título Original: Bowling for Columbine
Gênero: Documentário
Tempo de Duração: 120 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2002
Direção: Michael Moore
Roteiro: Michael Moore


Sonho Real: Uma história de luta por moradia. Dir: Vários, 50 min.

A luta das famílias da ocupação Sonho Real está apenas começando. Vivemos um momento histórico em Goiás e no Brasil, onde as as lutas sociais vem sendo cada vez mais criminalizadas e reprimidas pelas forças estatais e pelas elites locais e nacionais. É necessário que os movimentos sociais se unam e se organizem para essa luta que definirá os rumos do povo oprimido deste país: a libertação através da luta ou a eterna submissão às elites. No mês de maio de 2005, pouco mais de 20 famílias pobres da cidade de Goiânia resolveram ocupar uma área abandonada há mais de 40 anos, no Parque Oeste Industrial. Aquela grande área localizada entre indústrias e comércios, era usada durante todo esse tempo como espaço para desova de corpos e estupros. Poucos lembravam de sua existência, a não ser os especuladores imobiliários que esperavam pela valorização da área para poderem assim realizar um polpudo negócio. Eles não contavam que algumas famílias cansadas de continuar pagando aluguel resolvessem depositar ali suas esperanças e ocupar o terreno abandonado.


Ônibus174, Padilha, 133 min.

Uma investigação cuidadosa, baseada em imagens de arquivo, entrevistas e documentos oficiais, sobre o seqüestro de um ônibus em plena zona sul do Rio de Janeiro. O incidente, que aconteceu em 12 de junho de 2000, foi filmado e transmitido ao vivo por quatro horas, paralisando o país. No filme a história do seqüestro é contada paralelamente à história de vida do seqüestrador, intercalando imagens da ocorrência policial feitas pela televisão. É revelado como um típico menino de rua carioca transforma-se em bandido e as duas narrativas dialogam, formando um discurso que transcende a ambas e mostrando ao espectador porque o Brasil é um país é tão violento.

Ficha Técnica
Título Original: Ônibus 174
Gênero: Documentário
Tempo de Duração: 133 minutos
Ano de Lançamento (Brasil): 2002
Estúdio:
Distribuição: Riofilme
Direção: José Padilha
Produção: José Padilha e Marcos Prado
Fotografia: César Moraes e Marcelo Guru
Edição: Felipe Lacerda


Homo Sapiens 1900 – dir: Peter Cohen, 88 min.

O filme “Homo Capiens 1900” é ao mesmo tempo chocante e esclarecedor. Uma obra prima do já consagrado diretor sueco Peter Cohen, por seu “Arquitetura da Destruição”, o longa aborda o polêmico tema da eugenia desde sua concepção até a expressão máxima durante o regime nazista alemão. Com uma descrição e explicação fantástica do assunto, o espectador envolve-se no tema e perplexo fica ao ver até que ponto pode chegar o homem que objetiva a perfeição do ser, a criação de uma verdadeira máquina irretocável, a partir de um misto de estupidez e insanidade.


A Tornallom, Dir: Videohackers, 48 min.

Dirigido por videohackers e Enric Peris, é uma produção independente História da resistência de uma comunidade rural nos arredores de Valência, na Espanha, contra a especulação imobiliária, que quer expulsá-los da terra cultivada por seus antepassados. Em solidariedade aos moradores da região, vários jovens da cidade mudam-se para a comunidade e aprendem com os mais velhos como arar a terra, fazer pão em fornos artesanais e a trabalhar em mutirão. Surgem assim os “agropunks”, que levam para a comunidade de La Punta as formas de luta da desobediência civil e ação direta contra a violência da polícia e das retroescavadeiras.