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Trainspotting de Iggy Pop: Lust for Life

Por Breno Rodrigues de Paula

LUST FOR LIFE, Johnny vem pela rua abaixo correndo-, disseram-lhe: escolha um trabalho, uma família, um seguro, uma roupa, um carro, um futuro-, uma vida. Há porquê escolher? Ele deve correr pelas ruas de Edimburgo. Quando “Trainspotting-Sem limites” (Trainspotting, U. K., 1996) foi lançado no Festival de Cinema de Cannes do mesmo ano, na categoria “Um certo olhar” (Un Certain Regard)-, em uma sessão “maldita”, a hora em que foi exibido-, não condizia com o impacto e com a sua qualidade.

Quentin Tarantino havia causado a mesma sensação dois anos antes com “Pulp Fiction: Tempos de Violência” (Pulp Fiction, EUA, 1994), se bem que nunca fui fã de seus filmes-, com uma pequena exceção do seu primeiro longa “Cães de Aluguel” (Reservoir Dogs, EUA, 1992), misture a fase noir de Godard e Scorsese em “Táxi Driver” (EUA, 1976) e voilá-, tem-se Quentin “popiorado”.

“Trainspotting-Sem limites” é uma produção independente escocesa dirigida por Danny Boyle, baseada no romance underground homônimo de Irvine Welsh-, com excelentes atuações dos estreantes atores Ewan MacGregor, Johnny Lee Miller e Kelly MacDonald. O porquê do filme tornar-se um dos mais cultuados da década de 90 do século passado, mesmo mostrando a trajetória de um curto período de vida de um jovem junk? Ele não é moralista - boçal como outros filmes da mesma década como “Diário de adolescente” ou “Cristiane F.”.

As questões mostradas no filme não são de caráter moralista, e sim situacional-, há uma correlação entre todos os elementos narrativos e formais. Tem-se um excelente tratamento da Linguagem Cinematográfica, com boa Direção e Fotografia-, além da edição. O grande destaque fica por conta da trilha sonora, que tem Iggy Pop como elemento central e divulgador-, tanto que o videoclipe da música “Lust for life” e o trailer dialogam entre si. Putz! A música “Perfect Day” de Lou Reed dá ritmo a melhor cena do filme. Ah! Cansei de escrever. Vou ouvir “TRANSFORMER”, acabara de ver Trainspotting-, agora, escutar "Berlin".

Trailer


Clipe "Lust for life"


Trailer


Cartazes na Parede

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Desenrolemos o filme, cartaz na parede-, o prazer dos olhos. No terceiro longa-metragem de François Truffaut, um ménage à trois-, mas entre Jules e Jim há a apaixonante Cathérine. La marché des amis.


Sinopse
Paris, início do século XX. Jules (Oskar Werner), um judeu-alemão tímido, e Jim (Henri Serre), um francês extrovertido, se tornam grandes amigos. Eles têm muitos dos mesmos interesses, entretanto procuram alcançá-los de forma bastante diferenciada. Em uma viagem para uma ilha um pouco distante da Grécia, eles vêem uma estátua com um sorriso sem igual e quando voltam à Paris conhecem Catherine (Jeanne Moreau), que se parece com a escultura. Logo os três boêmios se tornam um trio inseparável e eles têm muitos momentos agradáveis em passeios de bicicletas ou idas à praia. Enquanto o cenário político mundial estremece com a possibilidade da Primeira Grande Guerra, eles estão determinados em aproveitar a vida ao máximo e viver para o momento. Jules se apaixona por Catherine e implora a Jim que a deixe cortejá-la e não interfira. Jim concorda, então o trio vai para o sul da França, onde eles tem primorosas férias. Jules propõe casamento a Catherine, que aceita. Um pouco depois de retornarem a Paris eclode a Primeira Guerra Mundial. Assim Catherine e Jules vão para à Alemanha e os dois homens combatem em lados opostos da guerra. Após o armistício, Jules encontra Jim e pede para ele ir visitá-los em sua casa, um chalé no Rhineland. Jules e Catherine têm uma filha de cinco anos, Sabine (Sabine Haudepin). Jim pode ver imediatamente que o matrimônio está em crise. Catherine fala de todos os seus amantes para Jim, mas Jules quer manter o casamento a todo o custo, apesar do caso dela com Albert (Boris Bassiak), um outro amigo. Quando Jules decide que se ele não pode ter Catherine o melhor amigo dele deve tê-la, ele dá a sua aprovação para eles terem uma ligação. Jules se divorcia de Catherine e assim ela e Jim podem se casar, mas após algum tempo Jules quer vê-la imediatamente. Jim tem que voltar a Paris para um negócio e acaba se reencontrando com Gilberte (Vanna Urbino), uma antiga amante. Isto afeta de forma profunda sua relação com Catherine, mas muitas coisas mais iriam acontecer.

Lançamento (França): 1962 Direção: François Truffaut Atores: Jeanne Moreau, Oskar Werner, Henri Serre, Vanna Urbino Duração: 104 min Gênero: Drama

Weezer: Blue

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Na Trilogia das Cores de Krzystof Kieslowski: o Azul

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Krzystof Kieslowski (1941 - 1996) é um cineasta polonês bastante prolifero, a sua carreira divide-se em duas fases: a primeira fase conhecida como polonesa, na qual dirigiu a grande maioria de seus filmes para a televisão polonesa; e a segunda conhecida como fase francesa, a qual alçou fama internacional de crítica e de público a partir do filme “A dupla vida de Verônica” (La double vie de Véronique, França, 1990) e, principalmente, através dos seus últimos três filmes concebidos como uma trilogia baseada nas três cores da bandeira francesa chamados de Trois Couleurs (As três cores).

No Brasil, as traduções dos filmes receberam um acréscimo nos nomes que remetem aos significados das cores da bandeira e aos slogans da Revolução Francesa: A liberdade é azul (1993), A igualdade é Branca (1994) e Fraternidade é vermelha (1994). No original em Francês, os nomes dos filmes são respectivamente: Trois couleurs: Bleu (1993), Trois couleurs: Blanc (1994) e Trois couleurs: Rouge (1994). Ou seja, não remetem aos slogans da revolução. Peguemos, por exemplo, o primeiro filme A liberdade é azul.

No filme, Julie (interpretada magistralmente por Juliette Binoche) sofre um acidente de carro no qual morrem a filha e o marido, que é um famoso compositor de música clássica. A narrativa centra-se na tentativa de Julie de superar o trauma da perda e o assédio da mídia para saber mais informações acerca da grande peça sinfônica que o marido estava compondo.

Portanto, o azul não representa, em nenhum momento da narrativa, a liberdade, pelo contrário, a cor possui uma função bem nítida, que é a de expressar o estado de espírito de Julie, o que o cromatismo da cor azul representaria por excelência: a tristeza, a agonia, a solidão. Deste modo, a tradução brasileira pode induzir a uma pré – interpretação equivocada do filme.

A proposta estética de Kieslowski é apresentar uma trilogia das cores na qual cada uma delas está ligada a um estado de espírito. A proposta estética fica nítida, pois em cada um dos três filmes, uma das três cores é predominante em relação às outras, como pode-se notar principalmente na fotografia e na direção de arte. Assim, dentre as três cores, sempre se sobressai alguma, seja azul, branca ou vermelha. Das três cores: o azul.

Ficha Técnica
Título original:Trois Couleurs: Bleu
Direção: Krzysztof Kieslowski
Gênero:Drama
Duração:97 min
Ano de lançamento (França): 1993
Estúdio: CEB Productions / Eurimages / France 3 Cinéma / MK2 Productions / Tor Studio
Distribuidora: Miramax Films
Rroteiro: Krzysztof Kieslowski e Krzysztof Piesiewicz, baseado em estória de Agnieszka Holland, Slavomir Idziak, Edward Zebrowski, Krzysztof Kieslowski e Krzysztof Piesiewicz
Produção: Marin Karmitz
Música: Zbigniew Preisner
Fotografia: Slavomir Idziak
Edição: Jacques Witta

Traler


John Lennon

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